Feeds:
Posts
Comentários

Testemunho

Na passada semana, enquanto fazia os meus deveres laborais, fui contactada via e-mail por uma jornalista, de nome Marta Silva, do jornal “Correio da Manhã”.

Para espanto meu, eles queriam o meu testemunho para um artigo que estavam a fazer.

Um artigo sobre a Tropa, que iria sair na revista “Domingo” do jornal “Correio da Manhã”.

Porque não?

Obviamente que me disponibilizei para colaborar com eles, dando o meu testemunho enquanto militar do Exército Português.

Mostrei-lhes por palavras a Marta antes, durante, e depois da tropa.

E eis que, no Domingo, dia 18/10/2009, na revista do jornal “Correio da Manhã” saiu um excelente artigo, de título “Os novos Magalas”.

Após folhear algumas página, dei comigo a viver alguns momentos “militares”, a cada letra que os meus olhos iam absorvendo.

Incrível, cada testemunho alí reportado fez-me recordar inúmeros momentos que estavam bem lá no fundo, no meu baú memorial.

E, ao ver-me ali, senti um arrepio a dominar-me por completo pois senti que o sangue militar ainda corre nas minhas veias.

Para recordar, e para quem não teve oportunidade de ver o artigo na revista, coloco aqui uma parte desse mesmo artigo, o meu testemunho.

Aproveito para o dedicar a todos os meus amigos e camaradas, que sempre estiveram do meu lado, antes da tropa, no decorrer da minha vida militar e após ter deixado a farda para voltar à vida civil.

Marta Costa

artigoCaboCosta

Venci!

Sem títuloDurante a minha ausência aqui, no nosso cais, entreguei-me à reflexão e ao descanso enquanto vivia o combate à depressão que teimou em me perseguir.

Com o passar dos dias senti a necessidade imensa de expor em letras o que ia sentindo e vivendo durante a minha batalha, mas não arrisquei pois tinha receio do resultado.

Contudo, cá estou eu de volta.

Venci!

Lutei e venci a maldita depressão que atormentou a minha mente.

Venci um mundo obscuro e triste que, no final, só me deu ainda mais força e vontade em encontrar e conquistar a felicidade.

Venci a dor e sofrimento que a depressão derramou na minha vida, e na minha alma.

Ultrapassei a barreira que me separava da alegria e do bem-estar.

Hoje, graças à minha força espiritual e à ajuda de terceiros, renasci para a vida e para mim própria.

Fugi das trevas do medo e do sofrimento, e hoje sou uma nova Marta.

Uma Marta com força dupla em viver e vencer os obstáculos da vida.

Força esta que é o honrado troféu desta minha vitória, que hoje me faz ver a vida com uma imagem ainda mais positiva, e com um estímulo ainda maior em vivê-la intensamente.

Hoje sou forte o suficiente para impedir que algo de mal afecte o meu espírito e a minha vontade de viver.

Como disse Platão: “Vencer a si próprio, é a maior vitória”.

Além de eu ter vencido o mal da depressão também venci a mim própria,

pela diminuta visão sobre a claridade das coisas desta vida.

Essa é a minha maior vitória pois sei que a partir de agora viverei a vida ainda com mais harmonia.

Não quero ser glorificada pelo universo por esta minha vitória, pois ela é só minha e só a mim me dá o prazer de a sentir.

Contudo, quero dizer ao universo que estarei preparada para novas batalhas onde sei que as vitórias serão minhas.

Sou uma nova Marta, cheia de vontade de olhar dia após dia para o sol, e dizer o quanto o amo e o quanto me alegro ser merecedora de o ver e sentir todos os dias.

Uma Marta cheia de vontade em adormecer com os pensamentos entregue à minha amiga Lua, que me abriga e protege da escuridão da noite.

Hoje sou forte e persistente como, o meu amante, o mar!

E como seu reflexo, irei lutar contra os obstáculos e dificuldades que me enfrentarão nesta vida, e no fim subirei ao cimo mais alto para dizer ao mundo:

“Venci novamente e sempre vencerei!”

Agradeço a todos os que me apoiaram nesta fase menos fácil da minha vida, e especialmente e ti Pai, que sempre ouviste os meus desabafos e nunca me abandonaste! Obrigado meu Pai do céu!

Marta Costa

Momento Depressivo

depressaoA nossa vida é gerida com o desenvolver de situações que, de certa forma, nos vão influenciando.

Todas as nossas tomadas de decisão vão-se acumulando, e vão definindo e caracterizando o que somos na verdade.

Contudo, há certos momentos em que nos vimos obrigados a abrandar, na tentativa de retirar o peso desse acumular de situações da nossa vida.

Tudo o que vivemos, passamos ou sentimos, vai-se depositando na secção sentimental e espiritual, cabendo a nós saber gerir e organizar.

Tal como tudo na vida, as coisas boas e más aparecem sem que tenham um pré-aviso de chegada.

Mas têm sempre alojamento na nossa vida, em nós mesmos.

Nenhum de nós foge à regra, pois a nossa vida é uma pura variante de momentos bons e menos bons.

E quando tomamos realidade disso, vemo-nos naquela fase da vida em que somos obrigados a um retiro espiritual e pessoal.

Retiro esse, obrigatório, que é simplesmente uma consequência de um momento depressivo que vivenciamos.

Momento esse em que a nossa mente e o nosso espírito juntam-se e aliam-se a uma depressão, que nos obriga a sentir sentimentos depressivos e de energia negativa.

E eu, mero mortal, deixei-me levar pelos sentimentos e pelas situações da minha vida, encontrando-me agora num momento depressivo.

Eis a explicação da minha ausência aqui no meu/nosso Cais do Pensamento.

Até a caneta me abandonou, pois recusa-se a entregar-se a cada linha das folhas do meu caderno de divagações.

Ela não tem culpa, pois a minha inspiração recusa-se a exercer os momentos necessários para que ela possa entregar-se em palavras a cada linha do meu caderno.

A única culpada sou eu, que me deixei cair na depressão, como uma folha que se deixa cair do cimo de uma árvore.

Tal como essa folha, eu sinto-me em baixo e perdida no meio de tanta folhagem, na esperança da chegada de uma rajada de vento que me possa elevar, para me poder levantar deste sentimento frio e pesado.

Neste momento há quem me pergunte onde coloquei todos os meu pensamentos positivos e de força, que tanto lhes transmitia.

E eu repondo-lhes que esse pensamentos também se renderam a este maldito momento depressivo.

Sei muito bem que eles continuam dentro de mim, pois sinto-lhes a força e poder, mas estão congelados pelo sentimento triste e frio de uma depressão que apareceu sem avisar.

Por breves momentos os sentimentos positivos, que em mim habitam, dão sinal de si para me mostrarem que ainda estão vivos, mas no momento seguinte eles perdem as forças e voltam a gelar, dando o seu lugar aos pensamentos tristes e negativos.

Estes altos e baixo só alimentam, cada vez mais, esta depressão que não baixa armas.

Tem alturas em que me olho ao espelho e não encontro motivo ou explicação para a minha existência, e dou comigo a desejar ir para o outro mundo onde lideram sentimentos de Paz.

No entanto, e mesmo sem ter partido para esse mundo, dou comigo numa auto-critica por eu desejar uma coisa tão impensável num ser de vida e ainda tem muita para viver e reviver.

É nesse momento que volta a acender a luz indicadora da minha energia positiva, mesmo que ela se acenda apenas por breves momentos.

Talvez seja ela que ainda me mantém aqui, a respirar e a lutar contra esta maldita depressão.

Sabendo eu que sozinha não sou nada, e que com a ajuda de terceiros poderei expulsar esta “virose depressiva” que anda por aí, vou-me aliar então a essa ajuda e fazer um retiro espiritual e pessoal.

Esperançada em recarregar as minhas energias, renascendo desta vez mais forte e de Karma no seu auge.

Apesar deste meu retiro, e pausa nas divagações, desejo que quando eu voltar vos possa encontrar neste meu/nosso cantinho.

Até lá…Sejam felizes!

Marta Costa

O que (realmente) somos

martaMuito do que somos vai para além do que, simplesmente, seres mortais revestidos de pele, carne e osso.

Somos bem mais do que meros seres vivos, em eterna busca de razões existenciais.

Mesmo vivendo por debaixo de uma imagem da qual é reflectida no espelho, em conformidade com as características mais superficiais de cada um.

Mas o que não vemos nesse espelho é o reflexo do que realmente somos.

Pois somos algo mais do que aquilo que vemos!

Muitas pessoas dão plena importância à imagem e ao aspecto físico, tornando-se assim em pessoas meramente superficiais.

No entanto, e devido a essa obsessão pelo aspecto exterior, esquecem-se de cultivar o seu mais profundo, e verdadeiro, ser.

Esse cultivo é a simples dedicação e melhoramento do verdadeiro “eu”.

Nos decorrentes tempos socializamos e vivemos com inúmeras pessoas que, na sua maioria, são pessoas superficiais em que evocam toda a sua atenção e cuidado a serem bem-parecidas e, por conseguinte, admiradas por terceiros.

Percorrem o seu caminho cruzando-se com outros caminhos, mostrando o que são, ou melhor, o que aparentam ser.

Tudo por um único objectivo de carácter exterior e material.

Na verdade, o que muitas pessoas fazem é camuflar o que realmente são por entre pinturas e bens materiais, na esperança de se afirmarem perante os demais.

Contudo, esquecem-se de algo muito importante que é o facto de que nada é mais verdadeiro e puro do que o nosso íntimo ser.

Mas, com o tempo, esse mais profundo ser virá à superfície e, sem qualquer hesitação, desvendará o que há por detrás daquele “aparato” todo.

Aí, descobrimos que essas pessoas superficiais não passam de frustrados com a vida, pois a nível espiritual e pessoal criaram um desequilíbrio que só é “esquecido” com a criação de uma boa imagem.

Isto tudo porque se esqueceram do cultivo do seu íntimo e do seu ser mais profundo e verdadeiro.

Cultivo esse que deveria ser um hábito saudável de cada um, a cada novo dia das suas vidas.

Só através desse cultivo espiritual e pessoal é que podemos ser consideradas pessoas bonitas aos olhos dos outros.

A criação de um equilíbrio no nosso mais verdadeiro e profundo ser, só será possível se estivermos em Paz e Harmonia connosco mesmos, com os outros e com o mundo.

Essa harmonia é conquistada pela “luta” constante da negação do mal, e pela prática e aceitação constante do bem.

Sempre que praticarmos o bem e sempre que construirmos sentimentos saudáveis, estamos a criar uma forte energia harmoniosa dentro de nós, e isso irá reflectir-se no mundo e aos olhos dos outros.

Desta maneira seremos, verdadeiramente, admirados pelos outros.

Pois com a nossa alma de braços abertos ao bem, tornamo-nos em pessoas boas de coração e belas de espírito, e essa será a nossa mais pura beleza.

Caso contrário, se nos aliarmos ao poder do mal e se mantivermos sentimentos maliciosos dentro de nós, só iremos construir a nossa rejeição perante os outros e perante a nossa própria vida, que só nos trará coisas más pois é com elas que vivemos interiormente.

Com isto, acabamos por nos tornar em pessoas más e feias, mesmo que tenhamos a satisfação material e superficial.

A beleza de uma pessoa não se vê no seu aspecto exterior, pois só se criam sentimentos e/ou relações superficiais.

A verdadeira beleza de uma pessoa está no seu interior, no seu mais profundo e puro ser.

Uma pessoa de beleza pura é aquela que faz tudo com o coração e com a alma pura de honestidade.

Essa sim, será uma pessoa de bem com a vida e com os outros, pois sabe o que é construir e manter relações saudáveis e verdadeiras, onde a base será a honestidade e não a aparência.

O primeiro, e principal, passo para que cada um possa mostrar e revelar a beleza que todos nós possuímos, é expulsar o mal e praticar todos os dias o bem.

Fazendo desse mesmo bem um modo saudável de vida!

Marta Costa

O Fim

fim1Tudo o que um dia começou, um dia também irá ter o seu fim.

Tal como a vida que um dia começou, terá certamente um dia marcado para findar.

Apesar de existirem coisas que foram criadas em determinado tempo e espaço, e que jamais terminarão devido à sua utilidade e características, não são coisas verdadeiras e de vida.

Pois tudo o que é verdadeiro e de vida tem a sua terminação, tal como a própria vida.

Um dia Deus criou cada ser que habita a Terra, e juntamente com essa dádiva foi criada um conjunto de condições, do qual temos que lidar e saber lidar com ela, da melhor maneira.

Condições básicas que todos podem cometer para que a duração da vida seja longa em qualidade, e repleta de coisas boas e magníficas.

Saber viver a vida enquanto ela nos pertence e sempre da maneira mais saudável e honesta, para nós e para os outros.

Saber aproveitar, sem receios e/ou hesitações, o que a vida tem guardado para nos ofertar enquanto somos dignos dessas mesmas «ofertas».

Essas «ofertas» só serão possíveis de obter se, ao longo da vida, cometermos actos de bondade e acções que inovem e cuidem da saúde do nosso planeta.

Para que, no final, quando chegar o término da vida, o possamos ver com outros olhos e com outras forças.

 A última condição é, pura e simplesmente, a aceitação da realidade de que há coisas que tem um fim, e a vida não é excepção.

Essa aceitação deve ser encarada de forma consciente da realidade da vida, quando vivemos uma perda de alguém que nos é chegado, ou de alguém que um dia fez parte da nossa vida.

Quando perdemos alguém que nos é querido, vemos a nossa vida a sofrer um abalo, que julgamos ser incapazes de o ultrapassar ou sobreviver.

A verdade é que muitas pessoas não sabem lidar, de forma espiritual, com a morte e deixam-se cair no sofrimento que as vai engolindo cada vez mais no mundo da dor e do desgosto.

Obviamente que é muito mais fácil estar do lado oposto a essas pessoas, pois vemos as coisas de forma diferente e mais racional.

Mas há que, desde o início, ter em mente que o fenómeno da morte não acontece só aos outros, e que faz parte dos últimos elementos da vida que qualquer um de nós irá viver essa dor de perda, como também vamos acabar por sucumbir aos braços da morte.

A morte é uma condição de vida da qual temos que, obrigatoriamente, aceitar.

Pois a própria vida tem um fim, e esse fim tem um nome, morte.

Certamente que não é fácil lidar com ela, pois perder alguém é das piores coisas que nos pode acontecer, e a dificuldade de viver esse acontecimento é outro obstáculo que cabe a cada um de nós saber ultrapassar.

Choramos de dor essa perda, sofremos ao recordar a personagem principal dessa mesma perda, e voltamos a chorar.

Todo este cenário de luto só faz com que as pessoas criem um mundo sofredor e penoso, por não terem sido, atempadamente, «treinadas» espiritualmente para compreenderem e aceitarem o fenómeno da morte, que nos espera a qualquer um, quando menos contamos.

É sabido que quem mais sofre é quem vê partir, do que quem parte.

Mas esse sofrimento deverá ser atenuado com a consciencialização de que a «partida» faz parte da vida, e que nada nem ninguém podem contrariar a vontade do nosso criador, Deus.

A recordação é um modo de honrar e imortalizar quem terminou, por lei do destino, a passagem na vida e que passou para outro mundo, o espiritual.

As pessoas que por destino se entregam aos braços da morte, saem fisicamente das nossas vidas mas continuam espiritualmente dentro de nós, e estarão sempre ao nosso lado a olharem por nós.

Por esse motivo, é que devemos deixar o sofrimento fora de nós, porque certamente não é o que, quem partiu fisicamente, quereria para nós.

A vida continua, morte após morte, e temos que dar continuidade às nossas vidas mesmo quando vivemos uma perda, ou o fim de uma vida.

Deus quando fecha uma porta abre sempre uma janela, e por isso é que quando Ele recebe no seu mundo algum de nós, ele devolve outra vida ao mundo, que sentiu a perda de um elemento.

A esse fenómeno dá-se o nome de renovação de vida, em que quando é retirada uma flor de vida, logo é plantada uma semente cheia de vida nova.

Ou seja, quando alguém termina o percurso do caminho da vida e cumpre a sua missão na Terra, Deus coloca nova vida nessa mesma Terra com novos caminhos e com novas missões para serem cumpridas.

Essas semente são nada mais, nada menos, do que novas vidas de sangue fresco, que irão percorrer o caminha existencial cumprindo as suas missões e dando continuidade ao tratamento e inovação do Planeta.

O seu principal papel não é ocupar o lugar vazio deixado por alguém que findou a sua vida, mas sim um papel meramente importante na inovação e renovação de mentalidades, que podem mudar o mundo e ajudar na sua conservação.

O mundo foi projectado para sustentar a vida, e se esta não se renovasse não haveria a continuidade desse mesmo mundo.

Por isso ser verdade, Deus quando criou o mundo criou com ele a vida com a condicionante da morte.

Se não existisse a morte não se renovaria a vida e, por conseguinte, o mundo estagnaria pela extinção de novas mentalidades, que por si só dão continuidade e evolução à existência do próprio mundo.

Este é o ciclo da vida, o qual temos que aceitar porque sempre foi assim, assim o é, e assim continuará a ser para o resto da existência da vida.

Nada poderá evitar ou acabar com o ciclo da vida, pois se ele deixar de existir, todos nós passaríamos a fazer parte das espécies extintas, juntamente com a vida e o mundo.

A todos nós, resta-nos aceitar as leis divinas de Deus, e viver a vida sempre da maneira mais saudável e honesta com os olhos postos no cumprimento, vitorioso, das nossas missões na Terra.

Para que um dia, quando chegarmos ao fim do caminho da nossa vida, possamos partir descansados e em Paz com a plena certeza de que demos o nosso melhor para nós mesmos, para os outros e para a vida do Mundo.

Marta Costa

Textos Mais Antigos »