Verdadeiros Seres
Tu, eu e nós todos fomos criados por um ser divino, e em conformidade com as leis da Natureza que, por seu turno, teve um papel primordialmente maternal.
Fomos criados à imagem de Deus, e aperfeiçoados com detalhes da mãe Natureza.
Cada um de nós possuí características, quer físicas quer intelectuais, que são a nossa mais verdadeira e inigualável identificação.
Apesar de haver muitas diferenças entre eu, tu e nós, todos somos especiais e perfeitos aos olhos de Deus e da Natureza.
Como toda a gente sabe, ou deveria saber, não há pessoas melhores ou piores que outras, apenas existem pessoas diferentes.
É esse conjunto de diferenças que fazem com que cada um seja um ser especial e perfeito, à sua maneira.
Esta realidade só é verdade porque tudo o que é criado por Deus e pela Natureza é belo e único na sua plenitude.
No entanto, existem pessoas que cometem actos que vão em contrariedade com o que Deus e a Natureza criaram, em nós e para nós.
Estes actos, cometidos por seres iguais a nós, deixam cair por terra toda a perfeição que um dia foi imaginada para o mundo, pelos nossos criadores.
Felizmente, ainda existem pessoas de bom coração que, com dedicação, «teimam» em dar continuidade às leis divinas e naturais.
Seres esses que são a mais verdadeira obra-prima da Natureza e de Deus.
São seres únicos e repletos de bondade e pureza, que vivem a vida como ela deve ser vivida e que lutam, continuamente, com as verdadeiras forças da Natureza.
Esta luta constante é a pura consequência dos entraves a que a sociedade de hoje os sujeitou, por os acharem pessoas inferiores a nós e, por esse motivo, as catalogam com o nome – deficientes.
Esse é o grande obstáculo que, estes seres maravilhosos, têm que enfrentar diariamente para o ultrapassar, e mudar.
Pois muitas pessoas vêm-nos, erradamente, como «aberrações» da Natureza, só por possuírem algumas diferenças em relação a nós.
Esta é uma visão infeliz na sua plena existência, e não há motivo ou explicação que a possa justificar ou explicar.
Eles podem ser diferentes, fisicamente e/ou psicologicamente, de qualquer um de nós mas isso não dá o direito de os desvalorizarem, e os excluírem dos mesmos direitos sociais que todos nós adquirimos.
Uma atitude, erradamente, comum na nossa sociedade e que dificulta cada vez mais a inserção, destes seres, na comunidade e no mundo.
O que muitas pessoas não pensam ou não querem pensar, é que eles tal como nós são filhos de Deus e da mãe Natureza, e foram também criados na igualdade de direitos pessoais e sociais.
Além disso, não pensam que um dia podem ter, por força do destino um azar acidental, e virem a fazer parte do grupo a que, outrora, chamavam de deficientes.
Se toda a gente pensasse nisto, os preconceitos infelizes deixariam de existir dentro da nossa sociedade.
O primeiro passo, para que possamos entender e conhecer estes seres, é a aproximação pessoal de coração aberto.
Este processo, básico e acessível a todos, facilita a convivência com eles e o conhecimento do que sentem, do que podem fazer e, principalmente, o conhecimento do que realmente são.
Cada um de nós deveria tentar derrubar a cortina de preconceitos, que esconde a verdadeira identidade e personalidade destes seres, a que muitos tentam desvalorizar.
Assim, caída e derrubada essa cortina, veríamos com outros olhos esse mundo a que muitos fogem e teimam em ignorar, por acharem que é um mundo de seres inferiores.
Esta subestimação deve-se ao facto de estas pessoas, que se acham superiores, terem medo de admitirem que a verdadeira deficiência está nas suas antiquadas mentes.
Pois os seres a que eles chamam de «deficientes» são nada mais, nada menos, do que pessoas iguais a nós e de coração aberto para nós que tanto os magoamos com os preconceitos sociais.
Ao contrário de muitos de nós, eles não nos evitam nem são preconceituosos, só porque somos diferentes deles, apenas tentam mostrar que também são filhos de Deus e que podem viver em comunidade dentro da nossa sociedade.
Só quem conhece e convive, verdadeiramente com estas pessoas, é que sabe o quanto puras elas são e o quanto a Natureza as dotou de bondade e amor.
Estas sim, são verdadeiras pessoas e obras-primas da perfeição, pois elas não vêm nem sentem maldade.
São verdadeiros seres pois não desejam o mal nem prejudicam o próximo, tal como as pessoas que se acham «normais» o fazem.
Os seus corações só sabem bater por amor e paz, e esse é o reflexo dos seus sorrisos e dos seus olhares quando alguém lhes dá carinho e atenção.
Estas pessoas são os verdadeiros seres a que Deus deu vida e que a Natureza aperfeiçoou com amor e pureza da bondade.
Marta Costa















