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O Fim

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Tudo o que um dia começou, um dia também irá ter o seu fim.

Tal como a vida que um dia começou, terá certamente um dia marcado para findar.

Apesar de existirem coisas que foram criadas em determinado tempo e espaço, e que jamais terminarão devido à sua utilidade e características, não são coisas verdadeiras e de vida.

Pois tudo o que é verdadeiro e de vida tem a sua terminação, tal como a própria vida.

Um dia Deus criou cada ser que habita a Terra, e juntamente com essa dádiva foi criada um conjunto de condições, do qual temos que lidar e saber lidar com ela, da melhor maneira.

Condições básicas que todos podem cometer para que a duração da vida seja longa em qualidade, e repleta de coisas boas e magníficas.

Saber viver a vida enquanto ela nos pertence e sempre da maneira mais saudável e honesta, para nós e para os outros.

Saber aproveitar, sem receios e/ou hesitações, o que a vida tem guardado para nos ofertar enquanto somos dignos dessas mesmas «ofertas».

Essas «ofertas» só serão possíveis de obter se, ao longo da vida, cometermos actos de bondade e acções que inovem e cuidem da saúde do nosso planeta.

Para que, no final, quando chegar o término da vida, o possamos ver com outros olhos e com outras forças.

 A última condição é, pura e simplesmente, a aceitação da realidade de que há coisas que tem um fim, e a vida não é excepção.

Essa aceitação deve ser encarada de forma consciente da realidade da vida, quando vivemos uma perda de alguém que nos é chegado, ou de alguém que um dia fez parte da nossa vida.

Quando perdemos alguém que nos é querido, vemos a nossa vida a sofrer um abalo, que julgamos ser incapazes de o ultrapassar ou sobreviver.

A verdade é que muitas pessoas não sabem lidar, de forma espiritual, com a morte e deixam-se cair no sofrimento que as vai engolindo cada vez mais no mundo da dor e do desgosto.

Obviamente que é muito mais fácil estar do lado oposto a essas pessoas, pois vemos as coisas de forma diferente e mais racional.

Mas há que, desde o início, ter em mente que o fenómeno da morte não acontece só aos outros, e que faz parte dos últimos elementos da vida que qualquer um de nós irá viver essa dor de perda, como também vamos acabar por sucumbir aos braços da morte.

A morte é uma condição de vida da qual temos que, obrigatoriamente, aceitar.

Pois a própria vida tem um fim, e esse fim tem um nome, morte.

Certamente que não é fácil lidar com ela, pois perder alguém é das piores coisas que nos pode acontecer, e a dificuldade de viver esse acontecimento é outro obstáculo que cabe a cada um de nós saber ultrapassar.

Choramos de dor essa perda, sofremos ao recordar a personagem principal dessa mesma perda, e voltamos a chorar.

Todo este cenário de luto só faz com que as pessoas criem um mundo sofredor e penoso, por não terem sido, atempadamente, «treinadas» espiritualmente para compreenderem e aceitarem o fenómeno da morte, que nos espera a qualquer um, quando menos contamos.

É sabido que quem mais sofre é quem vê partir, do que quem parte.

Mas esse sofrimento deverá ser atenuado com a consciencialização de que a «partida» faz parte da vida, e que nada nem ninguém podem contrariar a vontade do nosso criador, Deus.

A recordação é um modo de honrar e imortalizar quem terminou, por lei do destino, a passagem na vida e que passou para outro mundo, o espiritual.

As pessoas que por destino se entregam aos braços da morte, saem fisicamente das nossas vidas mas continuam espiritualmente dentro de nós, e estarão sempre ao nosso lado a olharem por nós.

Por esse motivo, é que devemos deixar o sofrimento fora de nós, porque certamente não é o que, quem partiu fisicamente, quereria para nós.

A vida continua, morte após morte, e temos que dar continuidade às nossas vidas mesmo quando vivemos uma perda, ou o fim de uma vida.

Deus quando fecha uma porta abre sempre uma janela, e por isso é que quando Ele recebe no seu mundo algum de nós, ele devolve outra vida ao mundo, que sentiu a perda de um elemento.

A esse fenómeno dá-se o nome de renovação de vida, em que quando é retirada uma flor de vida, logo é plantada uma semente cheia de vida nova.

Ou seja, quando alguém termina o percurso do caminho da vida e cumpre a sua missão na Terra, Deus coloca nova vida nessa mesma Terra com novos caminhos e com novas missões para serem cumpridas.

Essas semente são nada mais, nada menos, do que novas vidas de sangue fresco, que irão percorrer o caminha existencial cumprindo as suas missões e dando continuidade ao tratamento e inovação do Planeta.

O seu principal papel não é ocupar o lugar vazio deixado por alguém que findou a sua vida, mas sim um papel meramente importante na inovação e renovação de mentalidades, que podem mudar o mundo e ajudar na sua conservação.

O mundo foi projectado para sustentar a vida, e se esta não se renovasse não haveria a continuidade desse mesmo mundo.

Por isso ser verdade, Deus quando criou o mundo criou com ele a vida com a condicionante da morte.

Se não existisse a morte não se renovaria a vida e, por conseguinte, o mundo estagnaria pela extinção de novas mentalidades, que por si só dão continuidade e evolução à existência do próprio mundo.

Este é o ciclo da vida, o qual temos que aceitar porque sempre foi assim, assim o é, e assim continuará a ser para o resto da existência da vida.

Nada poderá evitar ou acabar com o ciclo da vida, pois se ele deixar de existir, todos nós passaríamos a fazer parte das espécies extintas, juntamente com a vida e o mundo.

A todos nós, resta-nos aceitar as leis divinas de Deus, e viver a vida sempre da maneira mais saudável e honesta com os olhos postos no cumprimento, vitorioso, das nossas missões na Terra.

Para que um dia, quando chegarmos ao fim do caminho da nossa vida, possamos partir descansados e em Paz com a plena certeza de que demos o nosso melhor para nós mesmos, para os outros e para a vida do Mundo.

Marta Costa

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