Muito do que somos vai para além do que, simplesmente, seres mortais revestidos de pele, carne e osso.
Somos bem mais do que meros seres vivos, em eterna busca de razões existenciais.
Mesmo vivendo por debaixo de uma imagem da qual é reflectida no espelho, em conformidade com as características mais superficiais de cada um.
Mas o que não vemos nesse espelho é o reflexo do que realmente somos.
Pois somos algo mais do que aquilo que vemos!
Muitas pessoas dão plena importância à imagem e ao aspecto físico, tornando-se assim em pessoas meramente superficiais.
No entanto, e devido a essa obsessão pelo aspecto exterior, esquecem-se de cultivar o seu mais profundo, e verdadeiro, ser.
Esse cultivo é a simples dedicação e melhoramento do verdadeiro “eu”.
Nos decorrentes tempos socializamos e vivemos com inúmeras pessoas que, na sua maioria, são pessoas superficiais em que evocam toda a sua atenção e cuidado a serem bem-parecidas e, por conseguinte, admiradas por terceiros.
Percorrem o seu caminho cruzando-se com outros caminhos, mostrando o que são, ou melhor, o que aparentam ser.
Tudo por um único objectivo de carácter exterior e material.
Na verdade, o que muitas pessoas fazem é camuflar o que realmente são por entre pinturas e bens materiais, na esperança de se afirmarem perante os demais.
Contudo, esquecem-se de algo muito importante que é o facto de que nada é mais verdadeiro e puro do que o nosso íntimo ser.
Mas, com o tempo, esse mais profundo ser virá à superfície e, sem qualquer hesitação, desvendará o que há por detrás daquele “aparato” todo.
Aí, descobrimos que essas pessoas superficiais não passam de frustrados com a vida, pois a nível espiritual e pessoal criaram um desequilíbrio que só é “esquecido” com a criação de uma boa imagem.
Isto tudo porque se esqueceram do cultivo do seu íntimo e do seu ser mais profundo e verdadeiro.
Cultivo esse que deveria ser um hábito saudável de cada um, a cada novo dia das suas vidas.
Só através desse cultivo espiritual e pessoal é que podemos ser consideradas pessoas bonitas aos olhos dos outros.
A criação de um equilíbrio no nosso mais verdadeiro e profundo ser, só será possível se estivermos em Paz e Harmonia connosco mesmos, com os outros e com o mundo.
Essa harmonia é conquistada pela “luta” constante da negação do mal, e pela prática e aceitação constante do bem.
Sempre que praticarmos o bem e sempre que construirmos sentimentos saudáveis, estamos a criar uma forte energia harmoniosa dentro de nós, e isso irá reflectir-se no mundo e aos olhos dos outros.
Desta maneira seremos, verdadeiramente, admirados pelos outros.
Pois com a nossa alma de braços abertos ao bem, tornamo-nos em pessoas boas de coração e belas de espírito, e essa será a nossa mais pura beleza.
Caso contrário, se nos aliarmos ao poder do mal e se mantivermos sentimentos maliciosos dentro de nós, só iremos construir a nossa rejeição perante os outros e perante a nossa própria vida, que só nos trará coisas más pois é com elas que vivemos interiormente.
Com isto, acabamos por nos tornar em pessoas más e feias, mesmo que tenhamos a satisfação material e superficial.
A beleza de uma pessoa não se vê no seu aspecto exterior, pois só se criam sentimentos e/ou relações superficiais.
A verdadeira beleza de uma pessoa está no seu interior, no seu mais profundo e puro ser.
Uma pessoa de beleza pura é aquela que faz tudo com o coração e com a alma pura de honestidade.
Essa sim, será uma pessoa de bem com a vida e com os outros, pois sabe o que é construir e manter relações saudáveis e verdadeiras, onde a base será a honestidade e não a aparência.
O primeiro, e principal, passo para que cada um possa mostrar e revelar a beleza que todos nós possuímos, é expulsar o mal e praticar todos os dias o bem.
Fazendo desse mesmo bem um modo saudável de vida!
Marta Costa









