A nossa vida é gerida com o desenvolver de situações que, de certa forma, nos vão influenciando.
Todas as nossas tomadas de decisão vão-se acumulando, e vão definindo e caracterizando o que somos na verdade.
Contudo, há certos momentos em que nos vimos obrigados a abrandar, na tentativa de retirar o peso desse acumular de situações da nossa vida.
Tudo o que vivemos, passamos ou sentimos, vai-se depositando na secção sentimental e espiritual, cabendo a nós saber gerir e organizar.
Tal como tudo na vida, as coisas boas e más aparecem sem que tenham um pré-aviso de chegada.
Mas têm sempre alojamento na nossa vida, em nós mesmos.
Nenhum de nós foge à regra, pois a nossa vida é uma pura variante de momentos bons e menos bons.
E quando tomamos realidade disso, vemo-nos naquela fase da vida em que somos obrigados a um retiro espiritual e pessoal.
Retiro esse, obrigatório, que é simplesmente uma consequência de um momento depressivo que vivenciamos.
Momento esse em que a nossa mente e o nosso espírito juntam-se e aliam-se a uma depressão, que nos obriga a sentir sentimentos depressivos e de energia negativa.
E eu, mero mortal, deixei-me levar pelos sentimentos e pelas situações da minha vida, encontrando-me agora num momento depressivo.
Eis a explicação da minha ausência aqui no meu/nosso Cais do Pensamento.
Até a caneta me abandonou, pois recusa-se a entregar-se a cada linha das folhas do meu caderno de divagações.
Ela não tem culpa, pois a minha inspiração recusa-se a exercer os momentos necessários para que ela possa entregar-se em palavras a cada linha do meu caderno.
A única culpada sou eu, que me deixei cair na depressão, como uma folha que se deixa cair do cimo de uma árvore.
Tal como essa folha, eu sinto-me em baixo e perdida no meio de tanta folhagem, na esperança da chegada de uma rajada de vento que me possa elevar, para me poder levantar deste sentimento frio e pesado.
Neste momento há quem me pergunte onde coloquei todos os meu pensamentos positivos e de força, que tanto lhes transmitia.
E eu repondo-lhes que esse pensamentos também se renderam a este maldito momento depressivo.
Sei muito bem que eles continuam dentro de mim, pois sinto-lhes a força e poder, mas estão congelados pelo sentimento triste e frio de uma depressão que apareceu sem avisar.
Por breves momentos os sentimentos positivos, que em mim habitam, dão sinal de si para me mostrarem que ainda estão vivos, mas no momento seguinte eles perdem as forças e voltam a gelar, dando o seu lugar aos pensamentos tristes e negativos.
Estes altos e baixo só alimentam, cada vez mais, esta depressão que não baixa armas.
Tem alturas em que me olho ao espelho e não encontro motivo ou explicação para a minha existência, e dou comigo a desejar ir para o outro mundo onde lideram sentimentos de Paz.
No entanto, e mesmo sem ter partido para esse mundo, dou comigo numa auto-critica por eu desejar uma coisa tão impensável num ser de vida e ainda tem muita para viver e reviver.
É nesse momento que volta a acender a luz indicadora da minha energia positiva, mesmo que ela se acenda apenas por breves momentos.
Talvez seja ela que ainda me mantém aqui, a respirar e a lutar contra esta maldita depressão.
Sabendo eu que sozinha não sou nada, e que com a ajuda de terceiros poderei expulsar esta “virose depressiva” que anda por aí, vou-me aliar então a essa ajuda e fazer um retiro espiritual e pessoal.
Esperançada em recarregar as minhas energias, renascendo desta vez mais forte e de Karma no seu auge.
Apesar deste meu retiro, e pausa nas divagações, desejo que quando eu voltar vos possa encontrar neste meu/nosso cantinho.
Até lá…Sejam felizes!
Marta Costa










Amiga, quantas vezes também eu sinto necessidade de me retirar como se nada mais fosse útil, mas depois para e penso que, aqui posso dar asas à minha imaginação e posso postear todas as minhas frustações e desilusões porque de certeza alguém vai ler, mesmo que não responda. E isso para mim já valeu a pena. Amiga acredita que não há nada melhor para curar viroses depressivas, como vês eu estou aqui a responder-te.
Em todo o caso mil beijinhos e bom regresso
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